Em 24 de janeiro, o sistema de proteção social brasileiro, chamado Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou só INSS para muitos, completa seus 99 anos.
Quase
centenário, o INSS paga pontual e religiosamente, todos os meses, mais de 36
milhões de aposentadorias, pensões, auxílios e inúmeros outros benefícios, no
campo e na cidade, movimentando cerca de R$ 720 bilhões anuais.
É,
indubitavelmente, o maior programa de redistribuição de renda da América Latina,
mantido pelos milhões de brasileiros contribuintes, obrigatórios ou
facultativos, pessoas jurídicas e físicas, com carteira assinada ou outra
ocupação.
Apesar de terem
surgido a partir de 1888, no Brasil, sistemas análogos, beneficiando segmentos,
na época, importantes para o império como correios, imprensa nacional, marinha,
casa da moeda e alfândega, o marco inicial do seguro social data de 1923.
Nesse ano, em
24 de janeiro, foi publicada a chamada Lei Eloy Chaves, assim batizada para
homenagear seu autor, o deputado federal paulista que articulou, junto às
companhias ferroviárias, a criação das Caixa de Aposentadoria e Pensão (CAP)
dos trabalhadores de cada uma das empresas do setor.
Essa
previdência quase centenária mudou muito desde então, passando pelos IAPs,
INPS, Iapas, e o atual Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), gerando
frutos paralelos como os Regimes Próprios dos servidores públicos (RPPS), a
previdência complementar fechada (os Fundos de Pensão) e aberta (os PGBLs e
VGBLs).
Temos que
seguir fortalecendo o braço fulcral de proteção aos brasileiros, pois
demógrafos apontam uma população de mais de 64 milhões de idosos em 2050, quase
1/3 de nossos compatriotas dependendo do seguro social público e solidário para
sua sobrevivência.
Apesar do
achatamento do teto de benefícios, hoje em menos de seis salários-mínimos (R$
7.087), do ainda precário atendimento às demandas da população, a previdência é
o grande amortecedor social de nosso país, redutor da desigualdade.
Se
considerarmos que os aposentados mantêm, em média, dois outros dependentes,
mais de 100 milhões de brasileiros dependem hoje desse INSS. Lutemos para
preservá-lo, mesmo com todos as suas imperfeições, combatendo os ataques
especulativos do Senhor Mercado.
Longa vida à
previdência social. (24/01/22)
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